terça-feira, 24 de agosto de 2010

ZERÓIS: Ziraldo na Tela Grande




  Nesta quinta feira fomos a exposição ZERÓIS: Ziraldo na Tela Grande,  onde o cartunista Ziraldo retrata a sua visão de obras de pintores renomados como Picasso, Velázquez  e Goya. Ao ver suas enormes telas abordando de forma tão diferente os super-heróis já entranhados nas nossas raízes desde a infância me senti um tanto enganada. Talvez a mulher maravilha tivesse tantas inseguranças e fraquezas quanto qualquer outra mulher, apenas sabia de seu real poder interior. Seria então muito mais normal nos depararmos com heróis ao longo de nossas vidas do que imaginamos, porém ainda temos uma grande dificuldade para reconhecê-los.


  A tela que mais me chamou atenção foi uma em que Ziraldo deu vida a uma nova versão do quadro ‘O nascimento do homem novo’, de Salvador Dali. Nesta obra Dali abordou o Fim da Segunda Guerra Mundial de forma pessimista, colocando o homem como um fruto de uma realidade sombria. Já na obra do cartunista, interpretei o antropocentrismo como foco principal, já que o olhar dos outros personagens anteriormente existentes foram omitidos. Além do mais, a claridade colocada em sua tela aparenta anular o clima sombrio de sofrimento. Acredito que Ziraldo tirou os panos dos países como quem diz que o contexto da guerra chegou ao fim, não estando o mundo tão dividido em potências. O homem está menos preocupado em conter o caos e mais preocupado consigo próprio. Pensam que as pessoas observam o homem do quadro original representam a notoriedade do novo homem surgindo do contexto da guerra, no que diz respeito ao fato de ter sido percebido ao seu redor. O mundo está se separando e o sangue escorre. Surge o novo homem.


Texto por Laura

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  Acho válida qualquer manifestação que procure criticar por meio da arte o que urra no mundo a fim de ser criticado. A exposição de Ziraldo nos convida a refletir não só sobre o papel dos heróis estereotipados como o nosso próprio papel na sociedade. Quais são os nossos heróis infantis? Quais são os nossos heróis atualmente? O que fazemos em prol desses heróis? O que deixamos de fazer buscando heróis constantemente, tendo o campo da decepção extremamente acessível para nós? O que nos leva a crer que somos grandes heróis quando fazemos simplesmente o mínimo que todos deveriam fazer?
Um dia li em um livro cujo título não me recordo um trecho que dizia que heróis foram aqueles que apenas fizeram aquilo que tinha que ter sido feito.


  A respeito dos trabalhos expostos, deixo aqui registrado que um dos que gostei bastante foi o que retrata a reação dos macacos ao terem o Tarzan (tão reverenciado na mídia) como companhia. Pode-se perceber que somos o último ser que a natureza necessita para que viva em paz. Mais uma questão a ser colocada: “O que nos leva a crer que somos heróis quando fazemos algo buscando reparar os danos já causados?” É uma obrigação e pensar diferente é um tanto pretensioso, considerando todo o mal que já causamos ao nosso meio ambiente.

Texto por Nathália

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Exposição ZERÓIS: Ziraldo na Tela Grande até dia 19 de setembro no Centro Cultural do Banco do Brasil (RJ) de terça a domingo das 9h às 21h!
Entrada franca!

Não percam! 
 

Um comentário:

  1. Todo "pitaco" é bem vindo, se tratando de alguns temas como a arte, cultura, lazer...
    Foi uma excelente iniciativa, essa de reunir diversos assuntos e idéias, aliadas a sugestões. No caso desse post falando sobre o Ziraldo, não tem como não lembrar da minha infancia e, das tardes que passava na casa da minha vó, revirando e bagunçando os livros e revistas com as ilustrações, charges e historias maravilhosas desse cara. Sou muito fã de suas obras e de sua historia, alem de ter a simpatia de um "mineiro" que ele é hahaha parabens pelo blog!

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